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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dia do Leitor + Simplesmente Ana



Dia sete de janeiro é o dia do leitor, mas eu queria fazer algo para destacar a literatura nacional, porque ela é pouco visada, então resolvi trazer a indicação de um livro brasileiro, Simplesmente Ana, da Marina Carvalho, que também é autora de Ela é Uma Fera, O Garoto da Mochila Xadrex e Azul da Cor do Mar – os dois últimos títulos estão previstos para serem lançados no começo desse ano. Conheçam um pouco da história:



Sinopse: Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex.


Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro.


A não ser... A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam.


Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.


Resenha: Uma menina que não conheceu o pai e subitamente se vê como princesa de um país pouco conhecido soa familiar, não? Mas o que difere Ana é o fato dela não ser uma menina-colegial, ela é uma mulher que valoriza os esforços que a mãe fez, está estudando direito e até tem um possível potencial a namorado. E quando este pai aparece (pelo Facebook, acreditem) ela fica confusa, claro, mas disposta a construir uma relação com ele, não com o trono, e isso é genuíno, de todo um castelo ela se apaixona pela biblioteca e pela cozinha.


E, por falando em paixão, Alex, o enteado de seu pai, Andrej, parece fazer um jogo duplo e me deixou absolutamente louca... por ele! Sempre seguro de si e extremamente charmoso, me encantou.


Ao desenvolver da história, há uma crítica ao modo como os brasileiros são vistos pelos europeus, então é um livro que passa a sensação de ser bem nosso. E Ana é muito opinativa, de personalidade forte, no entanto, meiga, bem equilibrada, e tenta disseminar uma imagem melhor, dividir nossa cultura com os novos membros de sua família, seja um feriado ou a culinária típica de sua região.


Simplesmente Ana terá continuação, apesar de ter um final decisivo, nada de cliffhangers, mas infelizmente ainda não há nenhuma data prevista. Quero acompanhar Ana até o trono, talvez?


Bem, honrem o dia do leitor, hein?

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Bruxos e Bruxas

Sinopse: No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.


Resenha: Durante toda a leitura tive a sensação de que a intenção dos autores era correr com a história, achei que podiam ter se aprofundado mais, os personagens soavam muito superficiais, inconsistentes. A trama em si tem furos que simplesmente não dá para ignorar, como por exemplo, a constituição de valores, uma nova sociedade, sem que ninguém percebesse o que está havendo ou os irmãos Allgood nunca terem demonstrado poderes até que são acusados de praticar magia.

Não consegui me apegar a nenhum personagem, não consegui me importar com eles. Os irmãos Allgood se admiram de uma maneira que para mim parecia apenas estranha e não demonstrava uma ligação entre eles, os capítulos são alternados em primeira pessoa, mas a personalidade dos dois parecia uma só. Um ponto que me irritou particularmente foram as piadas, não fizeram efeito para mim, tudo era bobo e só fazia os personagens soarem imaturos, o que não condizia com a situação.

Gosto de toda a ideia de uma conspiração, achei que seria bem interesante de ser abordado misturado com magia, mas tem que ter fundamento, o que certamente faltou para Bruxos e Bruxas, talvez pela falta de embate direto com o vilão (o que não é prejudicial, claro, se bem trabalhado). A editora fez uma incrível campanha de marketing, mas esse foi o livro que mais me decepcionou este ano. Esperava muito porque é um livro de James Patterson, um autor experiente no gênero policial, e talvez tenha sido essa mudança de estilo que o prejudicou.

O segundo livro, O Dom, já foi lançado aqui no Brasil, e tem como co-autor Ned Rust, quem sabe o problema tenha sido a anterior, Gabrielle Charbonnet (o que acho difícil porque eles já haviam trabalhado juntos em Sunday's At Tiffany), apesar disso não estou empolgada.

Notem que tento sugerir o que pode ter dado errado ao longo da resenha, porque era um livro que não deveria ser ruim, mas que infelizmente resultou em desapontamento.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra


Sinopse: A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…
 
Resenha: Um livro escrito para leitores. De cara você se identifica com o personagem, Clay Jannon, ele faz referencia a Douglas Adams (autor de O Guia do Mochileiro das Galáxias) e sobre a disputa entre ebooks e cheiros de livros, então como não adorá-lo sempre falando sobre sua trilogia favorita As Crônicas da Balada do Dragão?


“[... ]- Seu patrão está encrencado.
Por quê? Por vender ficção científica? Por que esse cara odeia tanto o Douglas Adams?”
Pág. 51

O livro tem um mistério que me envolveu (o clímax se apresentando como uma grande conspiração ajudou, certamente), no entanto, tudo é levado em tom leve. E envolver tecnologia facilitou o andamento da história, afinal não podemos negar que é um recurso atual, inclusive quando isto desafia o trabalho de uma vida fica claro que vivemos uma transição, Clay é web-designer e esclarece rapidamente alguns termos quando não há notas no rodapé.

“Está no código. Há um método chamado Clay_é_docacete. Suponho que todo programador escreva algo assim.”
Pág. 59

Mr. Penumbra e seus olhos azuis são absolutamente marcantes. Enquanto lia, morri de vontade de conhecer alguém tão instigante quanto. E o fato de estar conectado a esta conspiração, só o fez ter um ar ainda mais enigmático.

“ – Não sabia que gente da sua idade ainda lia livros – diz Penumbra. Ele ergue uma sobrancelha. – Eu tinha a impressão de que liam tudo em seus telefones celulares.
- Nem todo mundo. Há muita gente que, o senhor sabe... gente que ainda gosta do cheiro de livros.
- O cheiro! – repete Penumbra – Você sabe que está acabando quando as pessoas começam a falar do cheiro. – Ele sorri com isso, então algo lhe ocorre e ele aperta os olhos. – Imagino que você não tenha um Kindle, tem?”
Pág. 71/72.

Quanto aos personagens secundários, aqueles que se destacam são Kat Potente e Neel Shah. Kat é o interesse amoroso de Clay e foi bem introduzida à trama e de forte contribuição, mas não me envolveu tanto quanto poderia. Já Neel transmite a ideia de que é um leal amigo que de fato se importa com o que está havendo na vida de Clay, mesmo que não possa estar sempre presente.

“Deixe-me lhe dar um conselho: faça amizade com um milionário quando ele for um menino sem amigos no 6º ano.”
Pág. 121

A capa americana não foi mantida, mas gostei da brasileira, me fez pensar na livraria como um lugar antiquado e quando estava lendo a imaginava assim. As letras em neon (e ainda tem efeito em relevo) realmente dão ideia de placa de lugares 24hrs. Enfim, um livro que sempre irei pensar com carinho.

“Há coisas estranhas e misteriosas acontecendo na Livraria 24 Horas do Mr. Penumbra.”
Pág. 64

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A Vez da Minha Vida


Sinopse: Certo dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, há um envelope de ouro no tapete. E um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida. Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo de seus amigos e evitando sua família. Mas a vida de Lucy não é o que parece. Algumas das escolhas que fez — e histórias que contou — também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, suas meias-verdades são reveladas totalmente — a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa. Lucy Silchester tem um compromisso com sua vida — e ela terá de cumpri-lo.

Resenha:
A Vez da Minha Vida segue a mesma receita de P.S Eu Te Amo, Lucy Silchester está no fundo do poço, porém aos seus olhos está apenas acomodada. E então vem o momento da mudança, em P.S foram às cartas, mas neste livro é a própria vida – literalmente.


Existe uma espécie de agencia da Vida (cujo é de conhecimento de todos, inclusive há anúncios em revistas), mas que só entra em contato com aquelas pessoas que estão deprimidas, desestimuladas. Estão tentando falar com a Lucy, mas ela os ignora, até que começam a envolver seus colegas.

A personagem tem um sério problema com mentiras, cria histórias surreais e depois diz: “Tudo bem. Isso é mentira.”. Os amigos e familiares tem uma ideia totalmente diferente de quem ela realmente é. O que me incomodou muito no começo, porque não sabemos o verdadeiro porquê de tudo isso, já que a cada capítulo ela conta uma história diferente. Mas a verdade pra tudo foi bem amarrada pela autora.

No entanto, não posso dizer o mesmo sobre a personalidade de alguns personagens, em P.S houve um que sofreu uma clara mudança, só que em A Vez Da Minha Vida isso não me convenceu. Assim como a comodidade da personagem principal, Lucy, acho que talvez por eu considerar a justificativa de Holly muito mais aceitável. É impossível não comparar porque, pelo menos para mim, os dois livros tem esse padrão acertado (também juro que estou tentando evitar spoilers!), mas, que fique claro, isso não o torna meramente comercial. Na verdade, foi uma leitura mediana.

Mas um ponto que o diferenciou muito foi à parte cômica, porque a Lucy faz de tudo para convencer a todos de que está falando a verdade, às vezes chegando ao extremo demais. Enquanto que, novamente comparando, Holly estava triste devido sua perda, por isso, recomendo A Vez da Minha Vida para aqueles que não tiveram uma experiência agradável com P.S, pois poderão ter uma outra visão da autora.

O romance foi bem bonitinho, gostei do desfecho, de modo geral.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Um Ano Inesquecível




Sinopse: Você acredita que o amor pode durar para sempre? Jesse Sienna não. O casamento de seus próprios pais era respeitável mas sem paixão; e sua própria história romântica indica que o amor queima ardentemente antes de desaparecer por completo. Então, quando seu pai, Mickey, muda-se para sua casa e parece não compreender o relacionamento superficial de Jesse com sua atual namorada, mas Jesse não lhe dá atenção.
É apenas um exemplo do quão diferente eles são e fica mais evidente que ele e seu pai nunca terão uma ligação mais profunda. Mas a verdade é que Mickey Sienna conhece mais sobre amor do que a maioria das pessoas conseguem aprender na vida toda.
Há mais de cinquenta anos, ele encontrou o amor mais verdadeiro que a vida pode oferecer. Ele sabe das infinitas recompensas de investir seu coração e sua alma em alguém... E conhece o prejuízo devastador de deixar esse alguém perfeito escapar.
Quando Mickey percebe que Jesse não está dando valor a uma mulher extraordinária, decide que é hora de contar a história que nunca contou para nenhum de seus filhos a Jesse. Durante os meses seguintes, Mickey mostra seus momentos mais particulares e felizes para seu filho... e muda a percepção de Jesse em relação ao amor e as possibilidades de um relacionamento duradouro para sempre.

Resenha: Jesse não acredita no amor, simplesmente isso, ele acha que relacionamentos só duram a um curto prazo e por isso está se preparando para se desapegar de Marina a qualquer momento. Acho que essa opinião do personagem pode ter irritado os leitores mais inclinados ao romance, porém tentei me concentrar nos porquês dele, cujos são consistentes.
O Sr. Sienna tem algumas manias que são irritantes para Jesse e vice-versa, além de eles não se falarem muito, já que Jesse sempre fora um tanto excluído de sua família por ser o caçula e menos prospero. Em determinados momentos você chega a ter que se decidir de que lado está devido tantos conflitos. Entretanto, é legal ver que ambos estão dispostos a se aproximar, afinal são pai e filho.
A narração é alternada, hora em primeira – pelo ponto de vista do Jesse –, hora em terceira, a qual facilita a introdução da Grande História de Amor do Sr. Sienna, sabemos o final dessa história o tempo todo, pois Jesse é fruto de uma relação que ocorre depois (tanto que o personagem pensa que chega a ser uma traição para com parte da mãe se empolgar tanto com essa história da Gina, o amor do Mickey Sienna), porém não deixa de ser intrigante, apesar de eu ter acertado o desfecho em parte. Ou seja, previsível, mas cativante.
Não gostei da capa, uma montagem muito simples, também não gosto de capas com rosto de pessoas, mas a parte de trás mostrou um trecho muito lindo do livro. Acho que o autor terá outro livro publicado pela Novo Conceito, Crossing the Bridge, mas o mesmo ainda não foi finalizado, ou seja, não há nada confirmado.
Uma das críticas que o livro recebeu me chamou atenção por dizer que ele é “emocionalmente rico” e se tivesse que escolher somente um termo para descrevê-lo seria esse, tanto por parte da história entre pai e filho, o romance do Mickey com a Gina, e as dificuldades atuais dele por conta da idade. Jesse tem três irmãos, Matty, Denise e Darlene, mas isso também é triste, porque eles não parecem se importar tanto com o pai ao ponto de ceder a casa, como Jesse faz.